Exercício

Posted by Zoltan | Posted on 09:08

0


“Escrever é uma guerra sem testemunhas” 
Osman Lins


  Talvez a única coisa coerente que li esses dias que não incorreu no absurdo. É alagamento não sei onde, fulaninho que fugiu da prisão e atualizou a fuga no Facebook, vídeos de sexo nas escolas, time de futebol que não quer mais jogar por causa de torcedor non sense.
  Como alguém que se lança vez ou outra no mundo da escrita, dá até uma certa inveja do jornalismo bizarro. Essa caça por coisas que vão fazer o leitor ter qualquer reação, que não a indiferença, é um lance bacana a beça. O problema é quando a gente já viu merda demais num espaço muito curto de tempo e de coisa impactantes a toda hora. Como o caso do Haiti. Terremoto, gente morta e caos para tudo quanto é lado. Ai mais a noitinha voltam com o sofrimento alheio, com a porcaria dos correspondentes na casa do caralho falando a mesma coisa. Digo com absulota franqueza: minha generosidade é inversamente proporcional ao repetimento. Prova disso é o Criança Esperança. Se depender de mim aquela gurizada vai aprender a tocar tamborim no raio que os parta.
  Essa “guerra sem testemunhas” produz seus estrategistas. Novas regras do português, frases curtas e sagazes. O tipo de leitor que você deseja alcançar com a sua mensagem. Aquela caça por um vocábulo diferente de vez em quando, só para as pessoas repetirem mentalmente: “hoje ele está inspirado” e correrem para o dicionário. Profissionais dão dicas e mais dicas para que espantar qualquer um de escrever. Nesse mar de mandamentos, tirei apenas uma lição de ordem prática. A de como ler jornais. Sempre me perguntei como as pessoas conseguiam cagar e ler um jornal inteiro em menos de meia hora. Ou elas possuiam o dom da leitura dinâmica ou eu tinha alguma deficiência. Primeiro foi descobrir que a maioria das pessoas odeia ler sobre política. Só isso já corta uns 25% do jornal. A segunda foi saber que tudo o que você precisa saber está dito no primeiro parágrafo. Se você foi fisgado pelo título, procure retirar o anzol da boca antes de ler todo um texto enfadonho o bastante (a bosta pode estar secando enquanto isso).
  Ainda nessa maré de merda, não pude deixar de notar que hoje ao sentar no meu digníssimo trono, reparei que a moça que trabalha aqui em casa trocou os tapetes da entrada  com o do banheiro. Eis que na porta de casa ficou aquele tapete com o recorte abaulado e no banheiro a frente do vaso ficou o tapete com a saudação “Bem Vindo!”. Ainda bem que não era uma padaria ou mercadinho, senão ia ter uma de “Volte Sempre”. Mortos da guerra meus camaradas.
  Se me fosse perguntado a fórmula de escrever bem, diria sem sombras dúvidas: “Escreva sobre o que você gostaria de ler  e depois conte para si mesmo”. Por incrível que pareça, sempre tem algum maluco(a) que compartilha dos mesmos gostos e da forma como a gente conta alguma coisa. O restante são os calos da jornada (leituras, revisões, textos não salvos perdidos, etc).

My Bad =/

Posted by Zoltan | Posted on 17:37

1

Brinquei algum tempo atrás com o pessoal, dizendo que se eu não ganhasse o concurso de contos da Jambô eu teria duas opções:

1 - Cometer suicídio.
2 - Pegar emprestado o livro de pôquer de um amigo e me tornar um campeão.

Dá preguiça só de pensar nelas. Primeiro por se tratar de duas hipóteses absurdas. Segundo para compensar aquela ansiedade que vinha me corroendo esse tempo todo. Foda. A essa altura provavelmente já enviaram os emails  aos vencedores. Olhei minha caixa de emails e o forum religiosamente. Tudo isso serviu-me apenas para não criar expectativas. Bom, pelo menos os tombos já não são tão doloridos quanto antes. Estou chateado. A bola da vez é esse concurso. Embora existam outras coisas mais.

Preparativos

Posted by Zoltan | Posted in | Posted on 06:29

0

Está quase tudo pronto para o maravilhoso evento cultural realizado na capital. Refiro-me a 1ª Corrida da Cerveja. Ontém enquanto comíamos pizza e tomávamos cerveja discutimos estratégias essenciais para não chegar em ultimo lugar. Sabemos que haverão os tiozões da cerveja por lá, irmãos caminhoneiros Shell, frades oldschool e até gente com o fígado e rins em bom estado. Não obstante, ainda suscitamos a questão de fraude quanto ao conteúdo das garrafas. Será que alguém teria coragem de substituir cerveja por água?

Hoje faremos nossa inscrição (adivinhem, no ultimo dia) e nossas camisetas. Para além da esperança de obter quaisquer prêmios o que vale é participar. Pelo que li já existem 150 pessoas inscritas. Um número que deve aumentar mais a tarde na choperia Stad Bier, onde serão realizadas as ultimas inscrições.

Em miúdos: serão 6 cervejas em garrafa para cada membro da equipe. 3600 mls em uma bexiga que cabe no máximo um litro de mijo. Ta na cara que vai ser uma mijação só. Serão três postos para aliviar a tensão. Então ao todo teremos nove paradas antes do derradeiro fim. Via das dúvidas o meu boldo, epocler e glicose estarão por perto. Sei que vai dar merda, pois ultimamente ando bebendo como uma garotinha. Mas me anima o fato de que algumas delas também participarão. Fica tudo em casa. No mais, desejem-me uma boa competição. Mentiria se dissesse que não tenho intenção de ganhar, pois do contrário nem me inscreveria.

Quero ver os quenianos ganharem dessa vez!

Bate Volta SP

Posted by Zoltan | Posted in | Posted on 10:04

3

Crescem as crianças mudam os brinquedos. O encontro em SP me lembrou em muito os antigos encontros realizados na já falecida rede do IRC. A sensação é a mesma. Aquela de gente se procurando, de pescoço torto e celular nas orelhas. Nem sombra do antigo Zoltan. Por lá eu sou conhecido como Fúria Verde. Nome do meu personagem em World of Warcraft.

Cheguei ao aeroporto com apenas um contato no meu celular. Mandei mensagem e esperei. Ao chegar não vi ninguém. Imaginei se tratar da pegadinha do malandro. Deviam estar escondidos malhando da minha cara até não mais agüentarem. Então havia decidido: ia olhar para frente e seguiria reto. Assim fiz. Fui parar num café que servia chope. Um bom lugar para esperar. Se estivessem me sacaneando, que o fizessem me vendo tomando uma pra relaxar. Felizmente não foi o caso. Era o maravilhoso trânsito de SP o verdadeiro culpado. Finalmente encontrei com meus contatos por lá e fomos em direção ao paintball onde aconteceria a primeira parte do encontro.

Já no primeiro aperto de mão dissolveu-se aquela sensação de expectativa e o antigo gelo na barriga característicos da adolescência. Descobri que minha timidez reduziu-se a um “pudor de boas maneiras”. Em pouco tempo como diria um antigo jargão, eu estava falando mais que o “homem da cobra”. Contei algumas das minhas histórias, ouvi outras, comi e descansei bem. Meu feedback eram as risadas. Como rimos nesses dias!

Quanto aos contratempos, digamos que consegui bloquear o cartão de crédito errando a senha e perder o vôo de volta em apenas três dias. Já em relação as gafes foram:

  1. Idolatrar o totem localizador do shopping (um bagulho tecnológico que informa onde você está e traça a melhor rota para onde você quer ir). Quase tive um treco de satisfação.
  2. Mega/super/comprazer-me com o sistema de cobrança de tickets de estacionamento. Eles detectam o seu carro e você não precisa parar nas cancelas, muito menos nas filas para pegar tickets e ouvir gravações.
  3. Quase morrer na faixa de pedestres achando que estava em Brasília.

Esse post não estaria completo sem meus agradecimentos estritos a Zodara, Murruga, Sapos e Zodara’s Mom (cujos os nomes foram preservardos), e que desempenharam excelente papel enquanto anfitriões. Meus pêsames para o gato da Zodara que quase morreu nas mãos de uma incauta visitante (cujo o nome ocultarei com medo de represálias), e para os que não puderam comparecer.

Ao voltar ao aeroporto bem cedinho, descobri que iria embora sem me despedir de todo mundo. Tanto melhor. Sou péssimo com despedidas e fico sem jeito. Então o Murruga sai da sala e acorda todo mundo da casa. Ele disse que não era louco de me levar ao aeroporto sem deixar o pessoal se despedir. Talvez fossem melhores naquilo. Minha saída à francesa, tornou-se uma grande vontade de revê-los novamente.

Comunicado

Posted by Zoltan | Posted on 03:13

4

Rápidas da semana:

1 - Detesto Panetone, então quero mais é que o circo pegue fogo pro lado do governador e base aliada.
2 - Não estou mais morrendo na academia.
3- Ando fazendo preparativos para viagem. Dar um pulo rápido em SP.
4- Morrendo de ansiedade por causa do concurso de contos da jambô que não sai de jeito nenhum.
5- Descobri que até os 80 junto escovas com alguém.

Além disso, a quem interessar possa, mudei o endereço de postagens. Esse blog aqui agora será dedicado a experiências pessoais, no estilo: "meu querido diário". Outras postagens, como coisas nerds, reviews, downloads de bugingangas e ao universo morto-vivo (que é como me sinto depois de uma boa madrugada) estarão em:


Beijo nas mocinhas e socos amigáveis na garotada =)

Um, dois "Feijão com arroz", três quatro...

Posted by Zoltan | Posted in | Posted on 06:55

1

Update de conteúdo da minha vida monitorada por deuses nerds:

Esse mês entrei na academia. Só nos dois primeiros passos em direção ao balcão já me senti compelido a voltar. Odeio do fundo do coração malhar. Mas enfim, o cerco já estava fechando havia muito. Um mês antes a velha vinha com a fala mansa, as comidas menos gordurosas e um perfil saudável demais pro meu gosto. Depois as compras. Aleguei não ter roupas pra malhar. Ela foi lá e comprou. Aleguei que gordo quando corre, geralmente roça uma coxa na outra até assar tudo ali. Daí no outro dia ela me apareceu com um treco, que com muita relutância usei: uma bermuda de ciclista colada. Numa boa, até gosto de ir bem equipado. Entendi o princípio da bermudinha bolada de ciclistas e praticantes de spinning (modalidade que “pratico”), mas daí sair da minha casa com aquilo é demais. Vesti no primeiro dia por baixo da bermuda e fui. Reloginho para marcar batimentos cardíacos, forro de assento, garrafa, e a super disposição que a gente só reúne no início da semana.

Não era novo naquilo. Antevia um infarto. Dois anos de sedentarismo seriam mais que suficientes pra dar merda. Cheguei mais cedo para escolher uma bike posicionada perto do ar condicionado. Há algo intrigante ali. É como sala de aula mesmo. Ninguém fala nada, mas todo mundo sabe que aquele é o lugar de fulano (a). Pensando nisso, escolhi um lugar neutro, sai da sala e me sentei em um banco observando meus pertences à distância. Então os deuses nerds disseram: “Agora?” e o outro respondeu: “Por que não? Olha a cara de cachorro cansado dele. Vamos dar esperança a pobre alma!”.

Lá estava eu, sentado esperando o pior. Se não fosse o coração, seriam meus colhões amassados naquele maldito banco de bicicleta. Então veio uma sombra, seguida daquele barulho displicente de gente que acha que está sentando no sofá de casa (“frep”):

— E ai? Primeira vez né?

— Nesse ano sim. Já fiz outras vezes.

— Queima bem né?

Confesso que minha total abobalhação às 6:55 da manhã. Mas disfarço bem. Não que a voz da mulher em questão diminuísse o volume. É só que as palavras demoravam um pouco mais para ganhar significado na minha mente – povoada com o que há de melhor nessa vida. Em outras palavras, no meio da velharada que vai de manhã, ela era uma baita de uma gostosa. Em determinado momento minha mente registrou dois trechos, resultantes da minha audição seletiva. A primeira foi: “blá blá blá, Pilates”. Quem seria o diabo do Pilates? Algum senador romano? De que período? Meu Deus! Essa mina ta falando de História comigo? Thank U God! Mas em seguida lembrei daqueles exercícios com bola e voltei para meus devaneios com a sexy girl em questão (com adição da bola é claro). A segunda foi mais um aviso de sobrevivência: “blá blá blá, queria que o meu MARIDO tivesse essa coragem que você tem”. Foi um daqueles momentos tensos em que a gente quase solta as respostas no automático como: “Prefiro a covardia e o bem estar que ele deve ter contigo”.

Enfim. Fui fazer a tal aula, e foram entrando as senhoras. Velha, velha, gordinha, gostosa, velha, velha. Gostosinha, velha e eu. Velho, gordinho e otimista. Eu não ia perder pra elas. Apesar das bikes não saírem do lugar, eu tinha plena consciência de que estava sendo observado. Até porque a sala é toda de espelhos. O que torna minha observação dos traseiros femininos extremamente difícil. Meus batimentos cardíacos iam lá em cima. Coisa assim de 180 em momentos de descanso, e 192 ao mínimo esforço. Terminei a aula com aquela sensação de dever cumprido. “Viram ai bitches, é assim que se faz!”. Então senti uma tontura e uma queda de pressão. Era hora de pinar o mais rápido possível. Se fosse desmaiar tinha que ser em casa. Entrei na net para fazer meu testamento online, quando percebi que meu humor havia reaparecido. Talvez eu sobrevivesse para a segunda aula.

Bem, na segunda aula melhorou um pouco. Não morri, ganhei fôlego, e observei os traseiros mais atentamente. Conversei com a tia do corpão prometendo a mim mesmo prestar mais atenção no que ela dizia, mas é muito difícil. Essa semana tive uma câimbra na coxa e tive que sair da aula mais cedo. Normal. Sempre da merda quando começo a malhar. Então 1 x 0 para elas. Sedentarismo é pior que velhice na minha singela opinião. É tanto, que tem umas tias que antes da aula vão correr na esteira. Me sinto um hamster gordo.

Por enquanto é isso. Depois me envolvo com esse lance de pegar peso. Ta na cara que em algum momento de dezembro eu não irei freqüentar por estar viajando. Então ralação hard apenas ano que vem.

Então: “Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa! YEAH YEAH!” ¬¬

Borderlands e Torchlight

Posted by Zoltan | Posted in , | Posted on 11:06

1


Nas garimpadas dessa mina de downloads encontrei dois jogos que me chamaram atenção.


O primeiro é o Torchlight. Para quem não aguenta esperar o Diablo 4, Torchlight é um lenitivo para os saudosistas. Tudo muito simples (embora os comandos de início requeiram alguma atenção): matar, pilhar e destruir. E é lógico, descer até as entranhas da terra. O jogo tem uma interface agradável e o melhor, é bem pequeno. Outro aspecto positivo foi que alguém pensou: "Acho que vamos criar um pet que possa guardar os itens e voltar no vilarejo para vendê-los sem que o player tenha que gastar um scroll de portal ou subir 51 degraus até a superfície. E, como não podia deixar de ser, o jogo peca no quesito customização. Ou você joga com os botões pré configurados, ou chora e vai ver vídeos no youtube.

Download:

Parte 1: http://www.megaupload.com/?d=1DFOAEKO
Parte 2: http://www.megaupload.com/?d=YPI7RL85
Parte 3: http://www.megaupload.com/?d=5RE8E7QW (sim eu sei linkar mas estou com preguiça)

O segundo é o Borderlands. Jogo de RPG estilo CS pós apocalíptico. Não tenho saco pra ficar prestando atenção na lore do jogo, mas deu pra sacar que você esta no velho oeste do mundo baby. Seja mau e impiedoso e talvez sobreviva. Não é um jogo para maricas. É difícil até quando é fácil (joguem e irão saber do que estou dizendo). Estou louco para jogar no modo Co-op. O gráfico é excelente. Para quem gosta do gênero é um prato cheio. Contras do jogo: nenhum. Tudo bem, é um jogo pesado.

Requisitos:
* Processador: 2.4 Ghz ou equivalente
* Memória: 1GB RAM (recomendado 2GB para usuários Vista)
* Vídeo: 256mb ram ou melhor (série GeForce 8 ou superior / série Radeon R8xx)
* Disco Rígido: 8 GB ou mais de espaço livre



Download do Torrent (que prestou, pois a versão do Reloaded deu erro no meu pc): aqui

É isso ai manolos! Esse jogo chuta traseiros!

Quem não gostar, sugiro este jogo aqui.